Gabinete
Antónia – Empresa Mendes de Oliveira
Antónia
estava a assinar uns papéis, quando termina e faz um telefonema a Júlia.
-Estou?
Júlia? (Antónia)
-Estou!
Antónia! (Júlia)
-Liguei-lhe
para dar os últimos acertos sobre ser a nova anfitriã da Mendes de Oliveira, já
tive assinar todos os papéis, agora preciso que venha cá… (Antónia)
-Claro,
claro, vou já para aí. (Júlia)
-Então Até
já! (Antónia)
-Até já
(Júlia e desliga o telefone)
Casa
Júlia e Vera
Quando
Júlia desliga o telefone e prepara-se para ir á Mendes de Oliveira, é
interrompida por Vera, ela que chega furiosa com o que se passou no estúdio da
empresa com o Ivo.
-Ah! Que
estúpida que eu sou pá! (Diz Vera furiosa ao entrar em casa)
-Ai querida
o que é que aconteceu? (Júlia assustada)
-Aquele Ivo
vai pagá-las, ai vai, vai… Nós temos de começar a deitar as “garras” de fora,
porque se não o final feliz desta história passa para eles. (Vera)
-Ai Vera
não vais estragar tudo agora. Eu e a Marianita já preparamos tudo, agora é só
chegar o tempo certo e a hora certa, para atacarmos. (Júlia)
-Tem de ser
o mais rápido possível, ele rejeitou-me, ele nem com sedução, ele nem com nada,
a mim ninguém deixa pendurada. (Vera furiosa)
-Acabou! Eu
vou á empresa dar fim a tudo para iniciar o mais rápido possível, não vou estar
aqui a ouvir-te a lamentar o que não soubeste fazer, adeus. (Júlia)
-Ahahah! O
que eu não soube fazer? Tu tens a empresa graças á Mariana, porque se não, não
a tinhas. (responde Vera)
-Está
calada e fica aqui quietinha que estás bem. (Júlia e sai de casa)
Vera tão
furiosa manda o candeeiro que estava na sala ao chão.
Mansão
Mendes de Oliveira – Sala de Estar
Mariana
estava na sala a ver televisão, quando João vem a descer as escadas.
-Bom dia.
(João)
Mariana
continua a ver televisão fingindo que não ouviu o pai.
-Mariana?
Eu disse Bom dia! (João)
-Eu ouvi!
Graças a deus não sou surda. (responde Mariana arrogante)
-E porquê
que não respondeu? (pergunta João)
-Por acaso
os mortos falam? Não, pois não? Então se não se importa, deixe-me estar a ver
televisão. (Mariana)
-Mariana! Eu
sou teu pai, apesar de tudo sei que errei, mas mereço uma segunda oportunidade.
(João)
-Oh…
Deixa-se de desculpas, todos nós já sabemos como elas são. (Mariana)
Diz Mariana
sempre a olhar para a televisão.
João
respira fundo e diz:
-Tenho mais
que fazer, adeus! (João e sai de casa)
Mariana
assim que João sai de casa, pega no telefone e faz um telefonema.
-Estou?
(Mariana)
-Sim?
(Júlia)
-Está a
onde? (pergunta Mariana)
-A caminho
da empresa. (Júlia)
-Muito bem,
não se esqueça que ao fim do dia vamos pôr o nosso plano em prática. (Mariana)
-Eu nunca
me esqueço de nada. (Júlia)
-Ótimo!
(Mariana e desliga o telefone)
Estúdio
– Empresa Mendes de Oliveira
Márcio e
Ivo estavam a ver em conjunto as fotografias para o catálogo Outono / Inverno.
-Ahahah!
Esta ficou muito fixe. (Márcio apontando para a fotografia de Ivo)
-Ahahah!
Olha a tua nesta, parece mesmo que estás cheio de frio. (Ivo)
-Então
gostaram das fotos editadas? (interrompe e pergunta Sérgio)
-Estás de
parabéns, os cenários virtuais ficaram muito bem. (Márcio)
-O Márcio
tem razão, poupamos em cenários reais e tivemos cenários a computador muito
bons. (Ivo)
-Ainda bem
que gostaram, agora preciso que um de vocês vá chamar a Mónica para escolhermos
em conjunto as fotografias e os textos. (Sérgio)
-Eu vou lá!
(Ivo)
Recepção
– Empresa Mendes de Oliveira
-Olá! Vinha
falar com a D. Antónia. (Júlia)
-Eu vou
avisa-la que está aqui. (Lúcia)
Lúcia vai
ao gabinete de Antónia
Gabinete
Antónia – Empresa Mendes de Oliveira
Lúcia bate
a porta…
-Sim?
(Antónia)
-D. Antónia
a D. Júlia já chegou para falar consigo. (Lúcia)
-Mande-a
entrar. (Antónia)
Recepção
– Empresa Mendes de Oliveira
-A D.
Antónia disse para entrar. (Lúcia)
Gabinete
Antónia – Empresa Mendes de Oliveira
-Bem vamos
ao que interessa, vai assinar esta papelada toda, depois eu informo-lhe de
algumas coisas da empresa e dos patrocinadores e se tudo correr bem amanhã
começa a governar a Mendes de Oliveira. (Antónia)
-Muito bem,
então venha aí os papéis. (Júlia sorridente)
Prisão
Matilde
estava sentada na cama distraída a pensar, quando repara que João estava a
chegar.
-João! (diz
Matilde surpreendia)
-Olá!
(responde João)
-Então como
vão as coisas? (pergunta Matilde)
-Já voltei
para casa, tenho direito á minha conta financeira, mas com a Mariana tudo na
mesma. (conta João)
-Então já é
bom João, quanto á Mariana tens de lhe dar tempo. (Matilde)
-Mas o pior
vem aí. (João)
-O que foi?
(pergunta Matilde)
-Antónia
deu a empresa á Júlia. (conta João)
-Á Júlia?
Mas porquê que não te a deu a ti? Ou não lhe vendeu? (Matilde estupefacta)
-Isso
perguntei-lhe eu, também tenho direito á empresa, não sei porquê que não tive
conhecimento de nada, mas para não me chatear mais, deixei passar. (João)
-Olha isso
tudo acontecer e eu aqui, fechada a ver o sol aos quadradinhos. (Matilde)
-Calma! Eu
estou aqui, eu vou ajudar-te. (João)
-Vais
ajudar-me como? Quando eu souber o meu julgamento? E dizerem-me que
provavelmente ficou presa quatro, ou cinco anos?! (Matilde)
-Não! Eu
vou fazer os possíveis e impossíveis para que isso não acontece, prometo.
(João)
-Não
prometas uma coisa que sabes que pode não acontecer. (Matilde)
-Mas eu sei
que vai acontecer, eu sei. (João confiante)
-Espero bem
que sim. (Matilde)
-Eu amo-te
Matilde, e prometo ficar contigo para o resto da minha vida, e desta vez não á
incertezas. (João)
-Apesar de
tudo eu também te amo, mas a Carlota? A Matilde? A Antónia? (pergunta Matilde)
-Não te
preocupes com elas, se me amas deves é pensar no nosso amor, e não no que elas
vão ou não pensar. (responde João pegando as mãos de Matilde do outro lado da
cela)
-Bem vou
indo. Só te peço calma e que não te vás abaixo, porque tu não vais terminar na
prisão. (João)
-Espero bem
que sim, beijinhos. (Diz Matilde largando as mãos de João lentamente)
Gabinete
Produção
Mónica
estava acabar de falar ao telefone com um agenciado.
-Desculpa
Ivo, já podes falar. (Mónica)
-O Sérgio
disse para nos reunirmos no estúdio para escolhermos as fotos e os textos para
o catálogo. (Ivo)
-Sim, sim
vamos lá! (Diz Mónica)
Mónica
levanta-se da secretária e dirige-se á porta, ao mesmo tempo Ivo coloca-se á
frente da mesma e tenta beija-la.
-Ivo não!
(diz Mónica baixando a cabeça)
-Mas não
porquê? Eu sinto que tu gostas de mim, tal e qual como eu. (pergunta Ivo)
-Ivo eu…
(Mónica)
-Tu o quê?
(pergunta Ivo)
-Eu não
gosto de ti da mesma forma que tu gostas de mim. (Diz Mónica)
-Eu não
acredito Mónica, eu vou mostrar-te que que sou diferente, vou mostrar-te que
finalmente te apaixonas-te. (Ivo)
-Vamos? (pergunta
Mónica)
-Sim vamos.
(responde Ivo)
CONTINUA…

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