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11/03/2013

Audiências ainda sem estabilidade!

Luís Marques, presidente da Comissão de Análise de Estudos de Meios (CAEM) está "otimista" em relação à conclusão do processo de alteração do sistema de medição de audiências.
"É preciso ter sangue-frio. Há muita polémica, mas o interesse da CAEM e a sua missão é gerir este processo a contento de todos os parceiros, independentemente da satisfação de um ou de outro", refere.
"Seria dramático, numa altura de crise, que o mercado estivesse sem audiências", salienta.
Luís acrescenta: "O que cada operador tem de fazer é ajustar a oferta".
"A SIC está a fazê-lo, espero que os outros também", sublinha.
Já Pedro Norton,presidente executivo da Impresa, garante que: "É injusto afirmar que subimos com esta nova medição".
"Já estávamos a crescer no painel anterior".
Na semana passada, a CAEM, que congrega meios, agências e anunciantes, reuniu-se para analisar o relatório final sobre o plano de correções ao sistema de audiências da GfK (que terminou a 28 de fevereiro), não se atingindo um consenso.
Contactadas pelo CM, a RTP e a TVI, que mais contestam a medição em vigor, recusaram-se a comentar o assunto.
Relembre-se que a Gfk, empresa responsável pela medição oficial de audiências televisivas já mede desde março passado.

28/01/2013

Gfk atualiza cerca de um terceiro do painel!


A Gfk, empresa responsável pela medição oficial das audiências televisivas desde março passado já procedeu à alteração de quase um terceiro do painel dos lares onde instalou os audímetros. 
«Para reequilibrar a amostra, temos de instalar pouco mais de 330 lares», frisa António Salvador, diretor-geral da GfK em declarações ao Correio da Manhã.
A alteração a cerca de 30% dos lares estará operacional, e como previsto, a 1 de março de 2013 
«Neste momento, já atingimos mais de um terço do objetivo. Está tudo a correr conforme previsto e o prazo será cumprido”, finaliza Salvador à mesma publicação.
Relembre-se que a TVI e o primeiro canal disseram "não" à GFK no ano transato.
De salientar que é necessário alterar o painel de 10 em 10 anos, contudo a GFK pretende atualizar anualmente o mesmo, de modo a detetar pequenas falhas nos audímetros. 

17/11/2012

Nicolau Breyner: "Gabriela é imbatível"

Em declarações à NTV desta semana, Nicolau Breyner (Carlos em "Louco Amor" da TVI), afirma que desconfia das audiências, no entanto que "Gabriela" da TV Globo é imbativel.
Veja abaixo a entrevista completa do ator de 72 anos à publicação do Jornal de Notícias:

Louco Amor estreou em maio e arrancou como novela líder. Mês após mês foi perdendo espectadores. Como explica a perda de liderança da novela? As audiências valem o que valem, sempre disse isso. Sabemos perfeitamente que as audiências são falíveis, mas não estou a dizer que são manipuláveis... Enfim, também o são. Qualquer estatística é manipulável, até quando o assunto em questão é se gostamos mais de praia ou do frio. Atenção, não estou a dizer que as audiências são manipuladas.

Mas acha que as audiências são bem medidas em Portugal? Estou só a dizer que valem o que valem. Neste momento, a SIC, segundo dizem as audiências, lidera o mercado. Acho que é altura de a TVI puxar pelos galões e liderar novamente. E pode fazê-lo.

No caso desta novela, acha que algo está a falhar? Como explica o desprendimento do público? Não há um desprendimento tão grande! Nós, atores, andamos na rua e ouvimos as pessoas a falar da história e, digo-lhe, sabem contar a história de Louco Amor com pormenor. Há qualquer coisa que... não é exatamente assim. Quando a TVI liderava as audiências e ganhámos o Emmy com a novela Meu Amor, eu também não dizia que éramos os melhores do mundo. Nunca disse isso e, portanto, agora também não digo nada. Acho que tudo isto são momentos, com altos e baixos.

Não estou a pedir-lhe uma crítica negativa. É ator, realizador e tem muita experiência... Não tem opinião? Acho que a novela enquanto género tem de ser repensada. Foram vários os velhos do Restelo que disseram que a novela estava acabada, mas é mentira. A verdade é que a ficção nacional continua a estar no top das audiências. A base de sustentação de uma estação de televisão é a ficção. Temos de repensar a novela, adaptá-la aos tempos, aos gostos do público.

Vai perdoar-me, mas insisto, as novelas da TVI estão menos atrativas?
[faz uma pausa e demora a responder] Nós em Portugal somos muito maniqueístas, é o bem ou mal ou o bonito e o feio. É um defeito que temos porque ou somos os melhores do mundo ou [brinca com a voz e finge estar a ser sufocado] vamos todos morrer e é já amanhã! Somos um país bipolar.

Em entrevista recente ao programa Face To Face, exibido no canal TVI Ficção, falava das novelas portuguesas e acabou por defender: "Já estivemos no caminho mais certo." Sim, acredito nisso. Acho que a TVI tem de parar para pensar, não lhes vou dizer em quê porque eles sabem. E eu não sou o dono da verdade. Quando uma coisa corre menos bem temos de parar para pensar porque é que correu dessa maneira. É falta de mérito nosso? É mérito da SIC? Vamos ver.

O que acha que o espectador português procura hoje numa novela? Não se deve pensar naquilo que os portugueses procuram numa novela, acho que se deve pensar à escala mundial. [Nicolau Breyner é interrompido. Mafalda Bessa, sua mulher, entra na sala, dá um beijo de bom dia ao ator, senta-se no sofá e fica a assistir à entrevista] Temos de perceber o que as pessoas querem e dá-lo de forma apelativa. A realidade tem de ser filtrada, adoçada, para que as pessoas achem a novela apelativa.

Já espreitou o remake Dancin'Days, em exibição diária na SIC?
Já, é uma novela normal, como outra qualquer.

Esta produção colocou a SIC na liderança. É merecedora do êxito que tem conquistado? Se o público acha que sim...

Usando as suas palavras, de facto, "não caiu o mundo". Mas a TVI está pela primeira vez, e após uma década de domínio, a perder liderança no campo da ficção... Sim, mas não se pode falar só de Dancin' Days. Falem, sim, de uma novela chamada Gabriela. Vamos ser honestos: há um trampolim que é a Gabriela e que é, a meu ver, imbatível. É um produto com nome feito, visto por várias gerações. Tudo isto conta, trata-se de uma política que empurra as coisas para cima.

Está a referir-se à máquina da Rede Globo? A SIC só começou a liderar o prime time de novo por causa das novelas da Globo... Exatamente. A Rede Globo tem um potencial muito grande.

Como vê a introdução crescente das novelas brasileiras na televisão portuguesa? A SIC tem neste momento em antena três produções, Fina Estampa, Gabriela e Avenida Brasil, sendo Dancin' Days um remake da versão original brasileira. Eu e mais três ou quatro malucos revoltámo-nos, em tempos, contra a hegemonia das novelas brasileiras e começámos a fazer MoitaCarrasco [mininovela inserida no programa Eu Show Nico, exibido em 1987, que fazia uma sátira aos folhetins brasileiros]. Estamos a ser colonizados pelas novelas brasileiras.